sábado, 18 de maio de 2013

O fim da democracia?


Por SLAWOMIR SIERAKOWSKI
Um dos mais importantes filósofos do Ocidente, o canadense Charles Taylor fala sobre as ameaças que pairam sobre as democracias liberais: a crise econômica e “a incapacidade de enxergar que precisamos de imigração”.
Na entrevista abaixo, publicada no site Eurozine e concedida a Slawomir Sierakowski, fundador e editor-chefe da revista política polonesa Krytyka Polityczna, ele vê a questão também sob um ângulo positivo: é impossível vivermos sem política. Professor de filosofia e ciências políticas na Universidade McGill, no Canadá, Taylor acaba de ter publicado no Brasil seu livro A Ética da Autenticidade (É Realizações), no qual defende o valor das ideias para mudar a sociedade moderna.
A democracia liberal está morta, assim como Deus está morto nos escritos de  Nietzsche? Há hoje a percepção de que ela nunca foi nada além de um mito…
Charles Taylor - Penso, sem dúvida alguma, que a democracia, a democracia liberal, é mais viva quando está se afirmando, quando existe algo como um demos que está tomando o poder das mãos da elite ou de governantes – é aquilo que poderíamos descrever como a fase da praça Tahrir [no Cairo, Egito, onde começaram as recentes revoluções nos países árabes].
Então há um alto grau de participação e uma compreensão muito boa de quais são os problemas. Mas, como podemos ver na história dos EUA e de vários países europeus ocidentais, esse momento pode se prolongar por muito tempo. Esses países tiveram um grau maior de participação em períodos nos quais era travada uma espécie de guerra de classes: trabalhistas e conservadores no Reino Unido, socialistas e gaullistas na França, social-democratas e democratas cristãos na Alemanha e assim por diante.
Logo, havia uma luta de um povo, um demos: camponeses e trabalhadores contra os outros, e esses outros também se mobilizaram. Isso levou à formulação de alternativas claras, a um alto nível de participação.
A mesma coisa está acontecendo na Índia hoje. Entre os dalits – o estrato mais baixo do sistema indiano de castas – vê-se um senso tremendo de que a democracia é uma oportunidade para tornar menos desigual essa sociedade extremamente não igualitária.
No Ocidente, quanto mais rico e instruído você é, mais você vota; na Índia, quanto menos você possui e menos instruído é, mais você vota: os dalits e as mulheres votam mais que outros grupos sociais. Assim, o desafio para a democracia liberal é continuar a ser uma democracia liberal – especialmente no tocante à participação – depois de ultrapassar a fase da luta contra os vários tipos de estruturas que beneficiam as elites.
A maioria das democracias ocidentais está nessa fase, e o nível de participação vem caindo. Há outra coisa que pode fazer a democracia descarrilar, algo que está acontecendo hoje em sociedades mais ricas. Há diferentes fontes de ilusões que as pessoas podem ter, e uma das mais poderosas é o mito nacional.
O poder desse mito é capaz de levar as pessoas a ter visões seriamente equivocadas do mundo em que vivem, de modo que a luta política fica desligada dos problemas reais que você enfrenta. Bons exemplos disso são duas coisas muito perigosas que estão acontecendo na Europa Ocidental neste momento. A primeira é a incapacidade de enxergar que precisamos de imigração; que não haverá ninguém para pagar sua aposentadoria a não ser que se aceite a entrada de pessoas. É claro que o problema da imigração não é simples; tem seus prós e  contras, que precisam ser tratados com seriedade.
Ao invés disso, porém, as pessoas tendem a movimentar-se em suas próprias etnias, confortavelmente. Esse fato, aliado à incapacidade de lidar com os lados negativos da imigração, se reflete na ascensão do voto radical de direita, que pode ser vista na Áustria, na Dinamarca e, possivelmente, na França. Ainda não na Alemanha, graças a Deus.
A outra questão está ligada à crise econômica. Veja o que estão fazendo com a Grécia neste momento: arrasando o país para restaurar a confiança no mercado de títulos do governo. Mas, com esse grau de deflação, nunca vão conseguir voltar ao crescimento, nunca vão conseguir voltar a crescer o suficiente para saldar a dívida.
Portanto, dentro de dois anos vamos ter outra crise e vamos arrochar os gregos ainda mais. A Grécia deveria ser autorizada a sair da zona do euro e voltar para o dracma. Será um processo árduo, mas o dracma perderá valor em relação ao euro, e a Grécia poderá restabelecer os termos de comércio com outros países.
Ao invés de encarar isso, porém, a Europa não para com seu discurso moralizador: “Nós, alemães, trabalhamos duro, enquanto aqueles gregos apenas se divertem”. Os alemães podem trabalhar duro, de fato, mas também a Alemanha está lutando por sua própria sobrevivência.
Nos Estados Unidos há o movimento Tea Party. Seus integrantes sentem que os EUA estão perdendo espaço, que não é mais um país hegemônico como era. E a ideia deles é: “Precisamos retomar nossos valores originais, quando cada um se defendia independentemente”. Eles estão completamente cegos diante das causas reais da situação americana e suas curas possíveis. Esse tipo de ilusão é uma grave ameaça a uma democracia.
Também na Polônia existe um nacionalismo muito agressivo e estúpido. Essas são as duas maiores ameaças à democracia: uma percepção equivocada dos problemas que de fato existem e uma falta de tensão vital entre o demos e o resto, tensão essa que, no passado, resultou em um debate público vigoroso e alto grau de participação. É o que produz um sentido de eficácia dos eleitores, eficácia dos cidadãos. E isso está claramente vinculado ao alto grau de participação em torno de determinadas questões.
O senhor não acha que os contrastes desapareceram do sistema partidário de hoje? Em todo lugar as oposições são simuladas: esquerda e direita, social-democratas,  conservadores e liberais, todos têm mais ou menos a mesma cara. E uma das razões disso é o domínio do mercado sobre a democracia. Em sua opinião, esse fato fornece combustível adicional às guerras culturais, à reação direitista, aos mitos nacionais? É essa a origem do populismo de direita?
Sim, concordo. Podemos ver como os partidos políticos direitistas e populistas estão ganhando força à custa dos partidos social-democratas tradicionais. Várias frustrações estão sendo redirecionadas para a hostilidade em relação a imigrantes, por exemplo, e os eleitorados tradicionais de esquerda estão começando a votar nesse tipo de partido. É possível que também tenha sido esse o caso da Polônia durante o período do neoliberalismo.
Mas existe outro aspecto disso, talvez não na Polônia, mas em países mais ricos. Não tanto pelos partidos de esquerda serem cooptados, mas mais porque as preocupações das pessoas estão fragmentadas em toda uma gama de questões diferentes. Algumas pessoas se preocupam com ecologia, outras com aspectos diferentes de uma cultura e assim por diante. Assistimos a uma fragmentação das questões, algo que, na prática, significa que menos energia é investida na questão única: a política. É muito difícil incluir todas essas questões em  dois pacotes coerentes.
Diz-se com frequência que o mundo está mais complicado do que era. O que há de novo na situação atual?
Na época áurea da social-democracia, havia o entendimento de que duas filosofias diferentes amarravam todas essas questões – uma delas baseada na igualdade e outra no livre mercado e em determinados privilégios. Quase todo mundo aceitava que cada uma dessas questões poderia ser tratada de maneira diferente, dependendo da filosofia à qual cada um aderia. Nem sempre era esse o caso, mas a percepção geral de que as coisas eram assim era muito forte.
Assim que a classe trabalhadora passou a ganhar mais poder de compra – estamos falando agora dos anos 1950 e 1960 na Europa Ocidental –, quando ela passa a ganhar acesso ao que antes era reservado unicamente à classe média (como a casa própria), essa situação começou a ruir. Ocorreu, então, essa fragmentação de questões que agora esperamos que nossos governos enfrentem.
A sociedade democrática poderia concebivelmente funcionar assim, não fosse por duas coisas. A primeira é que as pessoas estão se omitindo da participação política; a segunda é que surgem novas ilusões. A outra característica da mudança é a passagem para o  “infoentretenimento” no capitalismo de consumo tardio: as pessoas consomem notícias como entretenimento.
Produtos de mídia fazem parte do sistema capitalista: a mídia busca o lucro para si, mas, ao mesmo tempo, precisa estar do “lado certo”. Todas as grandes empresas se anunciam dessa maneira.
O senhor diria que as necessidades do consumidor são criadas pelo mercado e que, de algum modo, nossas vidas já foram vendidas?
Acho que isso é verdade com relação a muitos pontos, mas não tantos quanto as pessoas de esquerda tendem a pensar. É claro que as coisas que desejamos às vezes são geradas por imagens de publicidade e assim por diante.
Mas o fato de não procurarmos os artigos de primeira necessidade e sim desejarmos coisas novas, produtos novos, é algo que está relacionado ao desenvolvimento da economia e que começa em diferentes momentos em diferentes sociedades.
Até os anos 1940, a imensa maioria dos moradores da zona rural não tinha a expectativa de viver melhor do que seus pais e avós. As pessoas queriam apenas conservar o que tinham: ser donas de seu sítio e assim por diante. É também assim que as pessoas viviam na Polônia até pouco tempo atrás.
Mas, com a chegada do capitalismo moderno de consumo, surgem expectativas de tipo completamente distinto: vou viver melhor que meus pais, meus filhos vão viver melhor do que eu, etc. A divisão entre luxo e necessidade perde nitidez e se desloca; hoje a televisão é uma necessidade, não apenas um luxo. E isso é um novo conjunto de expectativas que acompanha o sucesso do capitalismo industrial.
Por que as pessoas não querem mais viver suas vidas de acordo com uma religião ou qualquer outra coisa, a não ser a escolha do consumidor?
Isso significa presumir que o consumo de fato tome o lugar de algo significativo na vida das pessoas. Pode acontecer, e é uma situação muito lamentável, mas muitas pessoas estão crescendo com o sonho de tornar-se médicos, trabalhar para os Médicos sem Fronteiras e coisas ótimas assim.
Ao mesmo tempo, contudo, estão focadas nesse mundo do consumo. Uma parcela muito pequena de pessoas opta por retirar-se completamente, viver em comunidades e assim por diante. Na vida de cada um de nós existe algum tipo de equilíbrio, mas, quando você agrega tudo, isso pode acabar revelando-se muito nocivo à democracia.
Assim, se eu encontro sentido em minha vida sendo médico, você encontra sentido em sua vida escrevendo um romance, ela encontra sentido na vida dela… Mas essas atividades com sentido não se unem no domínio político, como acontecia nas carreiras profissionais nas velhas social-democracias. Naquela época, as pessoas enxergavam a política como algo importante, de modo que suas atividades eram voltadas a algum tipo de solidariedade. E hoje, para muitíssimas pessoas, parece não ser mais o caso.
É claro que existem ilhas onde a tradição e Deus ainda dão sentido às vidas das pessoas e onde é possível criar uma comunidade da maneira tradicional; mas o resto da população é sujeita ao mercado ou à lógica dele. A outra coisa é que os laços sociais estão se desintegrando. Contudo, o senhor afirma que as pessoas não deixam de viver vidas com sentido: podem ser bons médicos, podem ser pessoas boas sem Deus ou sem outras pessoas…
Ou, ainda, sem sociedade. Só posso ser um bom médico porque aprendi coisas com outros médicos. Só posso ser um bom escritor quando tenho leitores e outros escritores com os quais trocar ideias. Quanto às questões espirituais, elas simplesmente deixaram de ser uma questão nacional; pertencem a algumas pessoas que têm sentimentos espirituais, que podem formar grupos religiosos e assim por diante. Mas a questão é como isso está relacionado à sociedade política.
Talvez não precisemos mais de democracia?
Bem, não podemos ficar sem ela porque nossas vidas são dominadas pelo poder político.
Mesmo assim, damos preferência à autopreservação e à segurança em detrimento da participação e de todos aqueles velhos modos de vida. Talvez não queiramos nos engajar, pois, embora saibamos que seria melhor sermos cidadãos ativos, o medo do que aconteceu no século 20 prevalece – de modo que preferimos a segurança e a autopreservação.
Sim, isso poderia ser uma explicação da reação, mas é um equívoco. Estamos vivendo em estruturas que exigem a autoridade política, que requerem que as leis sejam obedecidas. Até mesmo o contexto geral do mercado precisa ser baseado nisso. Mas, se não ficarmos atentos a como isso está mudando, pode tornar-se algo tremendamente destrutivo. Grupos pequenos poderão nos conduzir para guerras, como foi o caso no Iraque. Caso contrário, se permitirá que o sistema avance em uma direção em que não existe solidariedade, em que os laços sociais começam a se desfazer, em que nada é feito para fortalecê-los, onde, concretamente, algumas pessoas estão fadadas à miséria.
E também isso é degradante para o ambiente em que vivemos. A ideia de que seria possível simplesmente ignorar a política é uma ilusão. Outra maneira de dizer isso é afirmar que você só pode evitar a política se viver de carona. Se quero apenas escrever meus romances e se houver gente suficiente à minha volta com quem eu possa me engajar, então nada de ruim irá acontecer comigo ou com meus filhos. Mas, em uma situação assim, sou caroneiro – estou andando de carona na participação de outras pessoas. Se todo o mundo fizesse isso, as conseqüências seriam terríveis.
Mas, em uma sociedade dominada pelo mercado, há mais competição que solidariedade e a confiança está desaparecendo.
Não desisti disso, porque as pessoas ainda podem ter algum senso de solidariedade, nem que seja apenas a solidariedade internacional – por exemplo, fazerlevantamento de fundos para vítimas da fome ou de enchentes. Mas as pessoas também podem fazer isso em nível nacional, quando ocorre algum desastre.
Quando o senhor usou esse exemplo 20 anos atrás, muitas vezes escolhendo a ecologia ou os direitos humanos, era compreensível e convincente. Hoje, porém, podemos ver que mesmo as ideias verdes são sujeitas à lógica instrumental do mercado e que mesmo o estilo de vida ecológico está se tornando apenas mais uma forma de consumo. Todos os esforços para preservar a Terra não passam de mais um nicho no mercado.
Estão sem rumo, e esse é o problema. Veja os gases estufa, por exemplo. O que o Ocidente está tentando fazer é introduzir uma nova estrutura de consenso através do comércio de carbono. Você sabe do que se trata: você é autorizado a poluir apenas até certo grau, a não ser que compre permissão de outros que poluem menos.
O comércio de carbono gera incentivos tremendos para a introdução de tecnologias e energias mais verdes. Os incentivos são tamanhos que o mercado começa a trabalhar para você. As pessoas estão investindo dinheiro na energia verde, mas a decisão precisa ser tomada num nível político.
O que estamos vendo agora é que, em função dos republicanos loucos dos EUA, que têm a maioria no Congresso, a lei do comércio de carbono, que talvez pudesse ter sido aprovada nos dois primeiros anos da administração Obama, foi arquivada. E, pelo fato de os americanos não estarem fazendo nada, ninguém mais acha que precisa fazer alguma coisa, e consequências terríveis poderão advir disso. O mercado pode lidar com coisas desse tipo apenas quando é corretamente dirigido.
O senhor diria que ocorre hoje aquilo que Tocqueville chamou de “despotismo suave”?
Sim, mas apenas porque nós permitimos. As pessoas não estão presas a isso, como em uma armadilha. Mas sair disso requer novos tipos de mobilização e imaginação política. Dei muita ajuda à campanha de Obama porque achei que ela encerrava novos tipos de imaginação e mobilização, tanto em termos de técnica quanto de slogans e metas. Estou um pouco desapontado, porque o movimento se desfez em pouco tempo, as pessoas não entenderam inteiramente…
… Revoluções no Facebook?
Revoluções no Facebook podem ter um efeito imediato e podem ser realmente importantes, mas não são algo que se possa levar adiante, que possa servir de base para alguma coisa. Elas não produzem liga social.
O que produz liga social hoje? Como podemos gerar um sentido de solidariedade, coisa absolutamente necessária para qualquer movimento social ou para uma democracia?
Ainda há motivação potencial por aí. Se der uma olhada nas eleições, verá um senso forte de identidade nacional. Não há razão pela qual isso deva ser inteiramente capturado pela direita.
Mas por que o mito nacional está mais forte que o sentido de solidariedade ou até mesmo que a religião?
Acho que é porque as democracias foram erguidas sobre um forte sentimento de identidade comum: o povo polonês, o povo tcheco e assim por diante. Mas também acontece que o modo como se fazia oposição aos regimes autoritários no passado era através de laços de  solidariedade. No caso da Europa, esses laços eram baseados principalmente na linguagem. Não é possível simplesmente reescrever a história e dizer “agora vamos ter uma identidade
europeia”. À medida que fomos criando o mundo moderno, foram essas identidades que se fortaleceram.
O lado positivo é o vínculo delas com a liberdade, com a democracia liberal. Assim, em muitos casos, para lançar um apelo à solidariedade é preciso lançar um apelo a essas identidades nacionais.
Mas me convença de que a popularidade do nacionalismo, do populismo de direita, de todas essas ideologias baseadas na etnicidade sejam algo mais que apenas um retorno à biologia…
Isso não corresponde à realidade. Se voltarmos ao nível individual, veremos que as pessoas têm significados de diferentes tipos. A questão é como criamos o laço entre esses diferentes significados, de modo que as pessoas sintam solidariedade, um certo vínculo com outras, algo que, por sua vez, leve a ações coletivas, ainda que os significados não sejam exatamente os mesmos. Sempre existe essa base possível. Não é verdade que todos nós tenhamos virado egoístas totais.
Não viramos?
Não, a maioria das pessoas não é assim. Se você analisar as pessoas uma a uma, elas na realidade não são nem um pouco assim. Isso é algo que Obama fez: lançou um apelo a algo que existia dentro de todos esses jovens, mostrando a eles que é possível haver uma vida política com mais significado.
O slogan “yes we can” apela para o sentimento de impotência que as pessoas têm no mundo político: gostaríamos de ter um mundo mais justo, mais ecológico, mas não sabemos mais como fazer para consegui-lo. O que Obama fez foi apelar para todas essas ambições morais fortes e dar às pessoas o sentimento de que sim, se nos unirmos, então…
Sim, mas o que dizer da substância? Ela ainda satisfaz?
Não é exatamente a substância que é o problema. Para ter capacidade de resistência, é preciso ter organização política. E a organização política de Obama, tão poderosa até novembro de 2008, se desmontou a partir do momento em que ele foi eleito.
Quando tínhamos alternativas claras, era possível optar por um modo de desenvolvimento social-democrático ou uma maneira mais liberal de fazer as coisas. Agora que essa diferença substancial deixou de existir, não é verdade que a opção que temos é entre “yes, we can” e “no, we can’t”? Não é a despolitização da política que produz essas escolhas?
Bem, não é possível levar uma campanha com uma plataforma baseada na ideia de que “esses sujeitos são idiotas”. É claro que eles são, mas não é possível basear uma campanha nisso.
Tradução de Clara Allain.
Fonte: Revista Cult