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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

THOMAS MORUS - Sobre a justiça

Sir Thomas Morus (filósofo, diplomata, advogado e escritor inglês - 07/02/1478 - 06/07/1535)

"Há justiça quando um nobre qualquer, um ourives, um usurário, pessoas que não produzem nada ou apenas coisas sem as quais a comunidade passaria facilmente, levam uma vida folgada e feliz na preguiça ou numa ocupação inútil, enquanto o servente, o carroceiro, o artesão, o lavrador, por um trabalho pesado, tão contínuo que um animal de carga dificilmente poderia suportar, tão indispensável que sem ele um Estado não duraria um ano, só conseguem obter um pão mesquinhamente medido e vivem na miséria? A condição dos animais de carga afigura-se bem melhor; estes trabalham por menos tempo, seu alimento não é muito pior, se não lhes for até mais deleitável, e não são obsedados pelo temor do futuro.
Mas os operários! Eles penam dia após dia, sobrecarregados por um trabalho estéril e sem recompensa, e a perspectiva de uma velhice sem pão os mata. O salário cotidiano não basta sequer para suas necessidades; muito menos para reservar alguma coisa para o futuro." (MORUS, Sir Thomas Morus. A utopia. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2010, p. 150).

JEAN-PAUL SARTRE - Sobre a emoção

Jean-Paul Sartre (filósofo, escritor, dramaturgo francês - 21/06/1905 - 15/04/1980)

"Chamaremos de emoção uma queda brusca da consciência no mágico. Ou, se preferirem, há emoção quando o mundo dos utensílios desaparece bruscamente e o mundo mágico aparece em seu lugar. Portanto, não se deve ver na emoção uma desordem passageira do organismo e do espírito que viria perturbar de fora a vida psíquica. Ao contrário, trata-se do retorno da consciência à atitude mágica, uma das grandes atitudes que lhe são essenciais, com o aparecimento de um mundo correlativo, o mundo mágico. A emoção não é um acidente, é um modo de existência da consciência, uma das maneiras como ela compreende (no sentido heideggeriano de 'verstehen') seu 'ser-no-mundo' ". (SARTRE, Jean-Paul. Esboço para um teoria das emoções. tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2006, p. 90).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Nicolás Gómez Dávila (pensamento)

Nicolás Gómez Dávila (18/05/1913 – 17/05/1994) Pensador e escritor colombiano 


"Alma culta es aquella donde el estruendo de los vivos no ahoga la música de los muertos"